Sexta-feira à noite

Emtempos diria que "lá vou eu", incentivado pelos versos cantados por Luís Miguel.
Há muito que sexta-feira era sinónimo de café com amigos, conversas duradouras, um jantar combinado com a antecedência de umas semanas, ou de umas horas apenas.
A sexta-feira à noite era tudo menos sinónimo de ficar em casa. Era a descontração depois de uma semana de trabalho.
Agora as sextas-feiras não são mais que quartas, sábados ou segundas. Agora todos os dias são iguais. Agora depois de um: "é sexta-feira", ecoado na voz de Boss AC, vem um inconformado: "e depois?", em vez de um aclamado "yeah".
Cedo voltarão, certamente, as sextas-feiras de outrora. Certo também é que "é preciso perder para depois se ganhar".
E tudo isto é nostalgia porque a nostalgia não é nada mais do que o querer regressar a um sitio, no tempo e no espaço, onde fomos felizes.
É possível ser feliz em casa, mas é preciso sair para sabermos que assim é e a isso chamamos saudades.